não quero morrer aqui fechado
quero ser enforcado no deserto
com o peito virado ao frio da manhã
onde como moscas as montanhas devoram os horizontes
onde a areia arde em miríades de línguas de prata
onde a lua podre como um destroço náutico
se afunda no nevoeiro azul

“Enquanto houver água na água e outros poemas” de Breyten Breytenbach

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