Esta noite sonhei que a minha filha já não usava o arnês de Pavlik porque lhe caíram as pernas. Ela começou a andar com os braços, nadava no chão encerado e sorria. Ela também já não apresentava plagiocefalia, usava um aparelho como o do menino negro do Hospital da Estefânia. O Dr. Jordão apareceu no meu sonho e falou mais do que é habitual. Dizia: — Esta princezinha nunca será como as outras, sem pernas não pode conduzir o tractor do avô. Apareceu, ainda, a mãe mal arranjada com o filho de seis dias, estava toda despenteada, tinha muitas olheiras e não trazia o marido. O seu filho chorava e o Dr. Jordão trancou-se no gabinete. A outra mãe, de 23 anos, colocou o peito na boca do bebé e cobriu-lhe o rosto com um pano. — A maternidade é uma doença, disse eu bem alto. Ninguém ouviu.

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