Palavras não envelhecem.
Algumas procriam.

*

É necessário ser artesão da simplicidade. Nas manhãs claras, cada recanto, cada feixe de luz, um ruído nas escadas, a água a correr, os frutos sobre a mesa, retêm em si uma afinação ou uma espécie de perfeição. Tudo que no mundo é disperso e equívoco, se perde no poema. Simplicidade não é, todavia, facilidade.

*

Nem sempre se quer o que se tem.
Nem sempre se tem o que se quer.
É mal ou bem?

*

É Primavera,
ela flutua, a face pálida
enchendo o rio.
Ninguém te salva.
Ninguém fala mais
de tristeza, dor ou loucura.
Tempos modernos, Ofélia.

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