A minha filha veloz virou a cabeça para o meu sexo. O tempo foi passando, melancólico e  sem idade. Porque ainda espera. Todos os dias ela se movimenta como uma raiz encoberta. Dou-lhe água. É Verão e da nossa casa vê-se o rio, mas ela tem a cabeça virada para baixo e não viu a cor da madrugada. Conto-lhe todas as paisagens, viro-me para o Norte. Onde não estou, te levarei um dia. O teu vestido derramado de vento, as árvores alucinantes, a abundância de verde, a neve onde deixas rasto, os animais fustigados por donos reles nos campos. Os animais escondidos na toca da oliveira quando é época de caça. O esquecimento por que passam aquelas gentes, onde a natureza abunda e nela pouco descansam.

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