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jessicaeverattner

 

Pára-me de repente o pensamento
Como que de repente refreado
Na doida correria em que levado
Ia em busca da paz, do esquecimento…

Pára surpreso, escrutador, atento,
Como pára um cavalo alucinado
Ante um abismo súbito rasgado…
Pára e fica e demora-se um momento.

Pára e fica na doida correria…
Pára à beira do abismo e se demora
E mergulha na noite escura e fria

Um olhar de aço que essa noite explora…
Mas a espora da dor seu flanco estria
E ele galga e prossegue sob a espora.

“Antologia Poética” de Ângelo de Lima

viktoriasorochinski

 

«Olho para os seres humanos; cada um é um veneno para o outro. Uma mãe para o seu filho, e vice-versa, etc. Mas a mãe está cega e o mesmo se passa com o filho. Talvez tenham consciências culpadas, mas que bem lhes faz isso? A criança é cruel, mas ninguém lhe ensina a ser diferente e os seus pais estragam-na com o seu estúpido afecto; e como poderão eles, ou o seu filho, compreender isto? É como se todos fossem cruéis e inocentes.»

“Cultura e Valor” de Ludwig Wittgenstein