Raparigas, poetas há que de vós
aprendem a dizer quão sós estais,
e aprendem de vós a viver distantes
como as tardes em grandes astros
se acostumam à eternidade.

Das Raparigas, O livro das Imagens, Rilke.

Os dias na aldeia passam devagar. As árvores oscilam todo o dia, a água da fonte corre, de vez em quando, ouvem-se os cães no campo. No fim do almoço, K. deita-se e adormece. Beijo-o assim, inerte. A ideia de felicidade atordoa-me, todavia, nada me falta. Não adormeço, leio os contos de Clarice, rio sozinha com as Cartas a Hermengardo.